| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Anseriformes |
| Família: | Anatidae |
| Leach, 1820 | |
| Subfamília: | Dendrocygninae |
| Reichenbach, 1850 | |
| Espécie: | D. bicolor |
A marreca-caneleira é uma ave anseriforme da família Anatidae. Também conhecida como marreca-peba e xenxém.
Seu nome significa: do (grego) dendros = árvore; e cygna, cygnus = referente ao cisne; e do (latim) bi = dois; e color = cor; bicolor= de duas cores ⇒ (cisne de duas cores que pousa nas árvores).
Mede cerca de 48 centimetros. Como o próprio nome diz, cor que mais se destaca é o marrom acanelado. As asas possuem estrias escuras.
Alimenta-se de gramíneas que pasta nas margens dos lagos ou até mesmo sob a água quando estas estão submersas. Também come plantas aquáticas, insetos aquáticos, pequenos peixes, girinos e crustáceos.
Podem construir seus ninhos tanto em ocos de árvores quanto sobre a vegetação paludícola. A fêmea bota de 8 a 14 ovos que são chocados pelo casal durante aproximadamente um mês. Os filhotes começam a voar a partir de 55 dias de vida.
Quanto ao seu hábitat tem uma certa predileção por banhados e regiões alagadas abertas, não entrando em florestas mais densas nem rios correntosos.
É em muitos locais a espécie de marreca mais abundante, especialmente em banhados como os do Rio Grande do Sul, onde sua caça é permitida contanto que se respeitem as cotas e os períodos estabelecidos na legislação local.